Naeran Tassartir

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Naeran Tassartir

Mensagem por Naeran em Qua Dez 02, 2009 9:36 pm

Naeran senta no banco de veludo do Layde Helena ainda desnorteado com o que aconteceu, metal retorcido, planos dos mortos, portais, ainda não era fácil acreditar. Ouvindo claramente a história de Julian e de Sandorana desviou o olhar para a janela do vagão em que estava e olhava o horizonte a dentro, correu seus dedos no fio de seu machado e olhou para a Lyd quando ela começara a contar sua história.
A viajem seguiu calma até que o silencio o encomodava, descidiu começar a falar de sua infância para seus colegas de combate...

“A 85 anos atrás, no frio inverno das montanhas de Rhul, o segundo filho de Artc Tassartir nasce. Artc toma seu filho nos braços ainda sujo de sangue e placenta, o enrola em um pano limpo e o leva para próximo da forja de sua casa. Observa a forja apagada e umas armaduras enfileiradas próximo a paredes me encara com um sorriso de orgulho no rosto.
- Hoje nasceu um novo membro de nossa família, vejo em seus olhos que sua alma arde como o fogo de nossa forja e seus braços serão tão fortes quanto o mais forte martelo, seu nome será Naeran. Artc ergue seu filho próximo de uma imagem do patriarca Dhurg.


Forja de meu pai

Fui criado perto da forja de meu pai, minha mãe Dorothi era uma dona do lar, meu irmão mais velho Hurl um soldado da própria Rhul e meu pai fornecia reparos para armas e armaduras dos defensores de nossa terra. Aprendi a ler e escrever com minha mãe, tive uma infância boa ao lado de Cael e Liel, meus irmãos gêmeos que nasceram depois de mim.
Quando assumi 80 anos, meu pai me chamou na cozinha, ele estava sério mas eu já imaginava o quer estava por vir, ele se levanta da cadeira deixando sua caneca de lado.
-Naeran, hoje você esta mais velho meu filho, vejo que decidiu o caminho que seguirá. Gostaria que viesse comigo para que conversa-se mos.

Ele se levanta da mesa enquanto eu o seguia, atravessamos quase toda Ghord até chegar em uma planície aonde nada se via. O sol estava a pico, e meu pai estava a minha frente observando o horizonte.
-Pai, o que o senhor gostaria de me mostrar?- perguntei um tanto que curioso
-Este lugar, meu pai me trouxe a muito tempo atrás, e aqui eu me tornei homem, toda nossa geração passa por isso meu filho, você conhece nossos costumes
-O que tenho que fazer pai?
-Me derrotar.


Artc Tassartir

Meu pai tira a camisa, eu repito a ação jogando a camisa ao lado, ficamos nos encarando por uns segundos, pareciam horas, até que eu tenho a iniciativa. Corro para cima dele desferindo um soco direto em seu rosto, mas ele desvia e me pega com um murro no estomago, eu saio cambaleante de perto dele, ele ri. Recupero a compostura e parto novamente para ao seu encontro mas antes de eu acerta-lo com um soco ele me joga no chão com uma rasteira e se afasta um pouco.
-Como é meu filho, está lento rapaz, não foi assim que te ensinei.
Rapidamente eu levanto limpando um pouco de saliva da boca e parto para cima dele desferindo outro soco em seu estomago, mas ele me puxa pelo braço e me joga novamente ao chão.
-Você esta lutando com os músculos não a cabeça meu filho.
-Cale-se, eu sei o q estou fazendo! E pulo novamente para cima dele, mas logo sou abatido novamente por ele.
Depois de cair mais 5 ou 6 vezes, começa a chover. O cheiro de terra molhada toma conta do local, o barulho da chuva e das risadas dele não saião da minha cabeça, eu não consegui a me concentrar no que fazer. Eu o encaro nos olhos e lembro dos dizeres do mestre de meu pai, “use a força do oponente contra ele mesmo” , eu me levanto do chão coberto de água e lama e paro a frente dele. Ele espera mais um pouco até que resolve me atacar, tenta desferir um soco no meu rosto, mas me protejo com um braço, seus movimentos pareciam lentos eu poderia estudá-los com calma mas não tinha tempo, esperei até uma brecha em sua defesa e desferi dois socos em suas costelas, o vi reprimir a dor num forte suspiro, e rapidamente finalizei com um soco próximo ao seu maxilar, ele cai no chão mas não consegue levantar. Venho a sua ajuda para que ele se levante e o levo para casa, traçamos todo o percurso sem trocar nenhuma palavra, mas vejo em seu olhar que estava orgulhoso da minha vitória.
Alguns dias depois resolvo sair de casa, experimentar a vida de aventureiro, meu pai me entrega um colar, ele era de pedra adornado com ouro e tinha no centro o desenho de Dhurg, antes de partir, se inclina e coloca as mãos sobre meus ombros.
-Meu filho, tenha uma boa viajem, encontrarás diversos perigos mas terás força para continuar, esse amuleto ira protegê-lo de qualquer perigo, até logo meu filho-. E me da um beijo no rosto junto com um forte abraço.
Me despeço de meu pai e meus irmãos e rumo para Cygnar, aonde poderei começar minha aventura.”
O resto vocês conhecem não é, encontrei o Julian o Dadinis e o Gohk. E ele volta a contemplar a vista pela janela do Layde Helena...
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Re: Naeran Tassartir

Mensagem por Naeran em Qua Dez 02, 2009 10:08 pm



"Salão do concelho de Rhul, visitei esse salão diversas veses com meu pai, meu avô, Ruht Tassartir fazia parte das cem casas"


"Bandeira de Rhul"
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