Livro Engrenagens: livro 1 Sonatas de guerra

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Livro Engrenagens: livro 1 Sonatas de guerra

Mensagem por (GM) PJ.Disouza em Dom Out 18, 2009 3:22 pm

Prólogo


O mekânico arcano Nolan sentiu o cheiro de carne queimando e sentiu que era a sua, o estampido seco e logo em seguida o arquejar de dor, só se fazia sentir que era real o tiro e a bala cravada em seu torso.

- O que você quer?, Arquejou por entre os dentes ainda sentindo a dor incomoda da bala que queimava por entre sua pele.

- Das Silber- respondeu a voz rascante, – A caixa de prata!.

- Mais eu não...

O intruso curvou-se de novo, enquanto Nolan estava caído próximo a uma mesa em sua sala de estudos científicos, o cheiro de produtos químicos e de peças engraxadas fazia se misturar agora com mais dois odores, sangue e fumaça de pólvora.
As mãos do intruso percorreram o caminho ate a um bolso de sua calça alcançando um objeto, os olhos de Nolan permaneciam estáticos vendo seu algoz mostrar-se frio, sabia que não poderia contar lhe o paradeiro de tal artefato, seria mais fácil dar sua vida e manter em segredo o paradeiro ao dizer onde se encontrava. Um clak foi ouvido quando o intruso abriu a arma e cuidadosamente pos uma cápsula no embulo da pistola.

- conte-me seu verme utilizador da arte, ou não terei pena de sua alma.

- não existe caixa nenhuma!-
sentiu-se mergulhar em suas memórias e tentava manter-se firme para não fraquejar perante a dor lascinate do tiro, o rosto do homem se contorceu em uma fúria contida.

- ist, was ich fürchtete – era o que eu temia...

Nolan tentou desesperadamente fugir, enquanto ou outro Clak, era ouvido a traz de si, a sombra do inimigo se projetava com braços esticados, em sua mente ainda tentava buscar refugio, sentia que já não era mais um dos três guardiões da caixa de prata, sua missão havia terminado e junto com ela sua vida.
Um estampido seco foi o ultimo som que nolan ouviu antes de cair de bruço, seu atacante havia disparado pelas costas enquanto Nolan ainda tentava fugir.
Se agarrando aos moveis do pequeno aposento, sabia que de qualquer jeito estaria morto, sabia também que forças muito poderosas estavam a procura da velha caixa de prata, seu único consolo era saber que seu agressor jamais obteria o que viera buscar.

-pelo amor de Morrow! Gritou Nolan.

Mas era tarde de mais.


Última edição por (GM) PJ.Disouza em Dom Out 18, 2009 4:07 pm, editado 5 vez(es)
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Re: Livro Engrenagens: livro 1 Sonatas de guerra

Mensagem por (GM) PJ.Disouza em Dom Out 18, 2009 3:35 pm

Capitulo-1



“Sonatas de guerra”




Do auto da arvore o jovem sorriu e se virou para ela lá embaixo chamando-a

- Anda sand! você já sabe como subir, venha me de a mão.
E com um sorriso mágico o jovem rapaz esticou uma das mãos para a pequena garota.

- A Baron da ultima vez que tentei subir eu escorreguei, não quero subir mais.

- não seja tola irmãzinha eu disse que te seguro, veja ponha seus pés aqui e eu lhe puxarei ate onde estou.

Baron era um dos três irmão de Sandorana, era um garoto esperto e muito peralta, gostava de estripulias e sempre metia sua irmã Sandorana nas mais estranhas enrascadas, mais não o fazia por mau, como toda criança era curioso e adorava as historias de seu irmão mais velho marcos. A quem tinha como herói, Baron dizia que quando tivesse idade suficiente para ingressar na escola de cadetes de Cygnar ficaria feliz em como seu irmão, proteger sua cidade.

Alem de Baron que era o irmão do meio, havia marcus, seu irmão mais velho, mais esse sandorana apenas via de vez em quando, quando era folga ou quando vinha de uma de suas missões. Marcos era do regimento militar da cidade de Forte do meio e vivia mais no forte do que em casa, por isso sandorana não sentia tanta sua falta. Mais sabia que seu irmão era importante para a família e de sertã forma para ela, mesmo ela não tendo o vinculo afetivo que tinha com Baron.

Sandorana a mais nova dos três irmãos da família Evengffal era a mais atrapalhada, sempre tentava as mesmas estripulias que seu irmão Baron, mais sempre levava a pior, ou se machucava ou recebia os esporros destinados a baron que sempre escapava das broncas de sua mãe Bria. Sandorana era desde muito pequena a mais espevitada dos três, marcos já passara da idade e agora era um homem a serviço do exercito de Cygnar, Baron era ainda um menino mais já despontava para a maturidade aos dez anos já tinha grande responsabilidade, alem de ser o único homem em casa era também o guardião de Sandorana e isso para Baron já era mais do que um grande trabalho.

Bria era a matriarca da família Evengffal, e havia criado os três sem ajuda de ninguém, o futuro havia sido amargo com Bria, apos casar - se com wlfric de evengffal, um exímio espadachim do exercito de Cygnar, Bria havia perdido as esperanças apos o desaparecimento de seu amado esposo no campo de batalha e pra não piorar a situação estava grávida de marcos, a qual teve um parto prematuro e difícil quase levando a morte dos dois.

A vida da família Evengffal, era dura, Bria era uma boticária e seus perfumes eram aclamados por todos os mais abastardos de Forte do meio, e por intermédio de seu trabalho havia criado os três filhos, sem depender de mais ninguém. Marcos logo quando completou seus doze anos sentiu a motivação impressa pelo sangue de seu pai para se alistar no exercito de Cygnar, e passou a viver no forte visitando sua mãe uma vez a cada dezena. Bria sentia-se mais uma vez só, e por mais uma vez a vida se mostrou amarga. Após cinco anos na cademia do exercito de Cygnar marcos havia terminado seu treinamento como cadete e despontava agora como oficial e foi em sua festa de formatura como cadete que Bria descobriu que poderia amar novamente.

Bria havia conhecido o capitão Chard Burton, cavaleiro do regimento montado de Cygnar e um dos capitães do forte do meio, um novo amor havia surgido e após meses de casados nascia Baron. Quando Baron completou seus cinco anos de idade veio à flor da família Evengffal, a pequena sandorana. Linda de lindos olhos verdes como esmeraldas e longos e emaranhados cabelos emcaracolados vermelhos, Sand como todos chamavam era uma menina comum com gostos comuns, mais de uma vivacidade que era incomum para uma menina de sua idade.

Quando a pequena sandorana completou nove anos, a guerra havia comessado entre os reinos de Khador e Cygnar, as fronteiras de comercio havian se fechado, as cidades viviam com o medo aparente de um ataque que nunca vinha, seu irmão marcos e seu padrasto estavam a frente nas fortificações dos fortes de acesso de Forte do meio, o clima de medo pairou por mais dois anos mais um ataque nunca fora visto, e as tropas de Forte do meio já se mantinham mais relaxadas, quanto a um possível ataque de Khador.


***


Última edição por (GM) PJ.Disouza em Dom Out 18, 2009 3:59 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Livro Engrenagens: livro 1 Sonatas de guerra

Mensagem por (GM) PJ.Disouza em Dom Out 18, 2009 3:53 pm

Capitulo 2


Longe do forte do meio a cerca de duas horas a cavalo...

- viu seu bobão! Eu consegui subir na arvore mais rápido do que você!, disse sandorana do auto da copa da arvore sentada em um dos galhos balançado os pés e comendo uma ameixa recém tirada, enquanto seu irmão Baron ainda estava na metade do tronco.

- não vale, você andou treinando não foi? – até ontem você ainda era aquela garota chatinha que me pedia ajuda pra tudo, agora olha só você? Sobe mais rápido numa arvore do que uma raposa fugindo de um cão!

Continuou Baron enquanto subia nos galhos ate sentar-se ao lado de Sandorana.

- Veja sand, apontou Baron por entre a copa da arvore de ameixas a qual se encontravam os dois irmãos sentados
– após aquela colina esta o forte onde Marcos e o pai estão, sabe que hoje será o dia que eu vou me alistar não sabe?

- mais irmão..., continuou a pequena mordiscando uma boa parte da ameixa que se encontrava agora bem menos da metade em suas mãos.

– você também vai deixar eu e a mãe? Primeiro foi o marcos e depois o pai, não quero que você se vá também.

O olhar da garota permaneceu focado no horizonte marejado de lagrimas enquanto o sol começava sua dança noturna para dar inicio a lua, sob o céu laranja os dois irmãos conversavam inúmeros acontecimentos, Baron e Sandorana eram mais que meros irmãos eram grandes amigos, e sandorana sabia que sentiria muita falta de Baron se ele fosse para o exercito de Cygnar, muito mais do que a falta de seu irmão Marcos.

-Não se preocupe, – disse Baron afagando os lindos cachos vermelhos de sua irmã, sandorana não era mais uma criança mais ainda não era uma mulher, Baron sabia que a distancia seria algo dificil para os dois.

– Não irei ficar no dormitório do forte, prometo que venho dormir em casa e alem do mas são só duas horas a cavalo da capital sendo assim você ainda vai me aturar por muito tempo.

O sorriso de Baron era tranqüilizador e sandorana sabia que ainda o teria por perto durante muitos anos. Infelizmente suas certezas estavam prestes a se desmancharem.



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Re: Livro Engrenagens: livro 1 Sonatas de guerra

Mensagem por (GM) PJ.Disouza em Dom Out 18, 2009 4:16 pm

A alguns quilômetros ao norte de Ord um homem se vangloriava de seu serviço mais uma vez bem feito para a ordem.

O som da rua movimentada e das centenas de pessoas se esbarrando e o cheiro proveniente dos mercados públicos lhe dava certo ar de saudosismo, mais apenas na lembrança, os dias de muito trabalho e pouco dinheiro como vendedor de especiarias. Não era o futuro que este homem queria para si, ainda por entre as vielas das ruas estreitas da cidade de Volningrado ouviu-se uma voz que chamava pelo seu nome...

-Hat Sie das Kontrollkästchen für Meine Liebe hassassin? – Esta com a caixa meu querido assassino? – sussurrou uma voz vindo de traz de si, era uma voz doce e feminina, o assassino sabia que era sua empregadora, a ordem estava em todos os cantos. E não seria muito difícil de achá-lo, mesmo ele sendo um homem sem sombra a organização era perspicaz, por isso ele sentia-se feliz de fazer parte da ordem e não caçado por ela.

-Nicht meine Frau – não minha senhora – disse o assassino virando-se lentamente para a direção da qual o som se propagava, dava para ver uma mulher submersa em um mar de sombras, uma silhueta esguia e o brilho pratiado de uma lamina pendendo a esquerda da cintura presa por um ornamentado cinto de sedas negras.

– Altíssima... – continuou o assassino com a voz mais branda.
- A caixa não se encontrava de posse do segundo guardião, mas eu...

A voz do assassino foi cortada pelo doce som que ecoava vindo da misteriosa mulher.

- Fez seu trabalho bem, mesmo não tendo encontrado a caixa de prata agora temos que nos preocupar somente com mais dois, vá e descanse dentro de algumas horas precisarei novamente de suas habilidades, agora vá!

O assassino com um gesto acenou e virou-se, continuou seu percurso, deu mais alguns passos ate a saída do beco escuro e já se podiam ouvir novamente os burburinhos dos vendedores os sons dos estampidos e o martelar das mekânicas de conserto, por um estante se viu impelido a se virar, mais sustentou sua cabeça pra frente. Pensou consigo mesmo.

- Mesmo sendo um membro da ordem eu poderia ser morto caso desrespeitasse as ordens dela – continuou a passos firmes a te a rua que há esta hora estava fervilhando com as inúmeras pessoas que passavam por ali.

-Tenho algumas horas, pensou olhando para o relógio de bolso que marcava 14:00,

-Estou muito cansado alem de ter feito um esforço tremendo para entrar no laboratório daquele maldito ainda tive que cavalgar quase meio dia... – pensou novamente consigo mesmo dando de ombros.

– Que se dane! Já sei como relaxar e de uma forma muito mais prazerosa.




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Re: Livro Engrenagens: livro 1 Sonatas de guerra

Mensagem por (GM) PJ.Disouza em Dom Out 18, 2009 4:45 pm

Capitulo 3


A fornalha aberta e o cheiro forte de carvão era algo quase que inebriante, - Mais alguém deveria fazer o trabalho sujo! - pensou ele.

- Quem mais seria escalado para a manutenção dos jacks? – Baron resmungava baixinho comsigo mesmo enquanto adicionava mais uma pá bem cheia de carvão dentro do compartimento de fornalha do gigante a vapor o interceptor V6. O interceptor era a maquina de guerra mais poderosa de Forte do meio.

Um gigante blindado de quatro metros de altura e pesando mais de três toneladas e meia, o jack V6 como era carinhosamente chamado por todos do exercito era uma construção monumental.
Tinha uma grossa chapa blindada no torço, e um aparato bélico de fazer tremer ate o mais corajoso soldado khardoriano. Sua lateral era protegida por imensas placas de aço e davam ao imenso colosso bélico uma aparência quase que angelical, sua enorme espada mantinha-se em estado de repouso em suas costas, Baron sabia que aquele intricado monumento metálico era muito mais que uma maquina de guerra, havia magia fios e muito mais doque seus olhos poderiam ver.

Ele sentia-se aliviado em saber que o gigante V6 fazia parte de seu exercito, sentia orgulho em cuidar e limpar a criatura.

- É imagino onde você conseguiu esse buraco de bala... - fitou o garoto limpando o orifício feito por um progetio do tamanho da sua cabeça, com cuidado e carinho fraternal o jovem de cabelos castanhos limpava e marcava com um pedaço de giz branco a área delimitada para que os mekânicos pudessem fazer os devidos reparos na lataria.

- será que você escuta o que eu falo? – comentou mais consigo mesmo do que para o colosso bélico a sua frente, sentiu uma pequena fisgada elétrica quando voltou a limpar as marcas de lama e pedaços de galhos de arvores de uma grande peça que mais parecia um abrigo do que uma ombreira.

- Que estranho?- assustado com o choque repentino no dedo indicador.
- Ou estou ficando maluco ou você me escutou e respondeu?- antes que o garoto pudesse refazer seus pensamentos uma voz o chamou do auto da plataforma do hangar sete.

- Cadete Baron? – um soldado vestido com as cores de Cygnar ao lado de um senhor de uns cinqüenta anos perguntou,
- você é o cadete Baron?

- Si-sim... – respondeu o jovem ainda assustado com a resposta um tanto quanto inusitada vinda do jack v6, ainda entreolhando para o chasi de metal e segurando o dedo indicador da sua mão direita.
– sou o cadete Baron senhor.

O velho de cima da ponte de ferro que ligava de lado a lado a parte superior do hangar sete pareceu falar algo com o soldado que o acompanhava, este por sua vez prestou continência e se afastou indo em uma direção contraria a qual o velho senhor agora prostrou se a andar. Baron imediatamente começou a girar a manivela de sustentação da plataforma a qual estava aos poucos o interceptor v6 parecia ganhar cada vez mais altura, quando o velho homem chegou próximo ao ultimo vão de escadas o jovem já estava em solo.

Atrás de si imponente e silencioso estava repousado o gigantesco v6, o hangar sete era uma grande plataforma construída no subsolo do edifício do forte do meio, Baron não sabia ao certo por que a cidade tinha esse nome mais ele acreditava que pudesse ter sido batizada por causa do imponente forte que se encontrava numa posição favorável para qualquer coisa que fosse usado, ele situava-se em um pequeno monte rochoso ao norte da cidade, cerca de uma hora e meia a cavalo.

Das torres do forte podia se ver muitos quilômetros alem, ao norte estava o estreito do ferro frio, batizado assim por todos no forte, a linha que separava a fronteira de Cygnar e khador, ao leste situava se as colinas da pedra rubra, as lendas contavam que a muitos anos antes de forte do meio ser um ponte estratégico militar ele era uma grande vila de mineração de rubis, mais as minas secaram e os poucos que enriqueceram da extração ou morreram ou moravam agora na capital Cáspia.

Anos depois os membros da inteligência de Cygnar viu no sopé da colina um porte estratégico de vistoria e um posto avançado para reprimir possíveis invasões de territórios. Ao oeste ficava a lagoa do forte, uma impressionante piscina de águas cristalinas que era diariamente patrulhada por quatro barcos a vapor e que também era uma das fontes de renda dos moradores de Forte do meio, ao sul encontrava se a cidade de Forte do meio a umas duas horas de cavalo do forte.

– Gravei muito bem os pontos naquele velho mapa... – pensou o rapaz ainda tirando as fuligens do rosto enquanto o velho com vestes eclesiásticas se aproximava.

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" A Mekâmica é algo que flui em minhas veias como a magia "
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