Sandorana Evengffal d" Avrandor

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Sandorana Evengffal d" Avrandor

Mensagem por (GM) PJ.Disouza em Dom Jun 21, 2009 3:53 am

Sandorana Evengffal d’ Avrandor


"Pistoleira Arcana"


Sandorana foi outrora a tenente do 3° regimento de infantaria móvel de Khador, sua historia começa anos antes. Ainda pequena viu seu pai seu irmão e sua mãe serem mortos diante de seus olhos, algo que a traumatizou profundamente.

A pequena sandorana foi resgatada de sua casa em ruínas pelo capitão do 3° regimento de khador, o mesmo regimento que destruiu sua cidade, Forte do meio.

O capitão Yuri kendric, resgatou a pequena garota dos escombros de uma velha casa, pela aparência da criança quando fora resgatada, parecia estar sob os escombros por mais de três dias, com fome suja e desmemoriada, o capitão viu na pobre criança os jeitos tímidos e os olhos de sua falecida filha.

Semanas após o regresso ao bem sucedido ataque a cidade de forte de meio, o regimento do capitão Yuri gozava de uma fama quase que sobrenatural por tal feito. Atacar uma cidade com um regimento de trezentos homens e cinco Kodiacs, era algo inacreditável para todos do exercito de khador, mais o capitão Yuri o fez. E em seu regresso trouxera a pequena que encontrara semanas atrás sob os escombros.

Por ser só, teve que fingir, dizendo que a pequena garota era sua sobrinha vinda de Skirov, dissera para todos do conselho de guerra que a jovem estava desamparada, pois seus pais haviam sido vitimados pela peste bubônica e quase todos de sua pequena vila haviam tido o mesmo fim trágico.
Após semanas a pequena garota de lindos e grandes olhos verdes lembrava de uma única coisa “Sandorana”!

Yuri não sabia ao certo se era ou não o nome da pequena criança mais decidiu que o manteria, já que a pequena sandorana aos doze anos de idade ainda se portava como um recém nascido, sem lembranças.

Meses se passaram e o elo de confiança foi aumentando e após um ano sandorana já era uma garota esperta curiosa e muito vivaz, enquanto Yuri se mantinha a maior parte do tempo no forte de khador ou em missões com o 3° agrupamento, sandorana ficava sob os cuidados da escola militar.

Sandorana era uma das alunas mais dedicadas e sentia em seu intimo um sentimento de angustia e de falta de proteção, e com o auxilio de Yuri sandorana teve contato com as armas, treinava esgrima e aprendeu sobre heráldica militar e sobre os governos, mais sentia falta de algo mais.
Quando completou quinze anos fora presenteada com um lindo par de pistolas, eram belas e gravadas com dois singelos nomes “Carinho & Caricia” fora apelidadas pelo próprio capitão Yuri, que explicava que a coisa mais carinhosa que existia e que poderia lhe dar total segurança seria suas armas, sandorana adorou os presentes e passou a treinar mais, e a cada dia que passava a jovem despontava como uma prodigiosa atiradora.

Sandorana sentia um elo a mais com sua novas companheiras, e escondida treinava, e aos poucos um elo místico era firmado com suas novas amigas, sentia que ambas pistolas eram extensões de seu próprio corpo e nunca as deixavam longe de seu alcance, sabia que elas as protegeriam, elas eram suas amigas e confidentes, seus amores e sua salvação.

Aos dezesseis anos sandorana fora levada por Yuri à academia Kolov, a melhor e mais equipada escola militar de khador, para poder afinar suas habilidades e lá fora deixada ate seus vinte anos.

Aos vinte anos sandorana fora condecorada com o titulo de “Dama de Ferro” pelos próprios cadetes da escola militar, por ser a melhor atiradora mulher de toda academia, e não ficava atrás dos rapazes e por mais de uma vez fora chamada para se juntar ao esquadrão especial “Widowmakers” por sua espetacular pontaria.

Aos vinte e um anos, sandorana voltara a Korsk, a noticia de que seu pai estava desaparecido em campanha fez a jovem sentir-se novamente só, decidiu que o encontraria, e no mesmo ano se alistara ao exercito como membro da infantaria móvel.

Em menos de seis meses sandorana já galgava postos, e títulos por comprimentos ao dever.
Aos vinte e dois anos e sem sinal do paradeiro de seu pai, sandorana subiu de simples soldado a tenente de infantaria móvel e mestre de armas bélicas, galgando o posto de líder do regimento da terceira infantaria, a qual a liderança pertencera ao seu pai.

Aos vinte e três anos de idade sandorana já era uma experiente líder, e a cada dia se mostrava mais capaz, já aguçava os olhos de muitos soldados de patentes superiores, dispostos a dar lhe um posto a altura de seus feitos, o nome de Yuri só aumentava a admiração dos membros do conselho de guerra, ao verem um jovem tão determinada como sandorana, no inverno do mesmo ano sandorana fora mandada para uma busca de resgate de um agrupamento de soldados khardorianos emboscados por um esquadrão de Cygnar, a missão fora um sucesso se não fosse tudo um grande farsa.

Sandorana havia galgado posto muito rapidamente mais todos muito merecidos, mais muitos não viam seus feitos e sim um nome, o de seu pai Yuri, por esse motivo sandorana despertava admiração e ódio em muitos do exercito de khador, e esse era seu fim trágico, traída pelo seu próprio regimento a qual por tantas vezes dera seu sangue literalmente.

Sandorana fora emboscada por cinco de seus homens que com crueldade lhe atiraram pelas costas, sandorana fora deixada para morrer sob o frio e mortal gelo do norte, enquanto desfalecia aos poucos sandorana revivia seus dias de paz ao lado de Yuri, e sabia que de algum modo eles não eram reais, aos poucos fora perdendo as forças, não sentia mais as dores, nem o frio, só o vazio.

De súbito viu uma imagem, não sabia dizer o que era, mais era familiar mesmo não conhecendo, ele chamava por seu nome “sandorana”.

- sandorana não me esqueça, pois eu nunca estarei longe!

Mesmo sem forças sandorana expeliu um único som. – Baron!

Seu irmão Baron fora o único que não estava no momento do massacre, estava de serviço no forte e sandorana pensava que poderia ter escapado com vida, era no ela se agarrava.

Sandorana era uma mulher vigorosa e por mais de uma vez havia sobrevivido as intempéries do frio e da fome nos campos de batalhas, dois dias se passaram o cheiro do sangue se espalhara por quilômetros, talvez se não morresse pelo ferimento exposto a jovem morreria como alimento de um urso ou talvez um lobo.

Sandorana acordou sentindo a cabeça rodando, o ferimento dos tiros em seu corpo doía como se ela os tivesse levado a poucos momentos, aos poucos sandorana alcançou sua mochila, e dentro achou um pequeno frasco, lembrou-se das lições de Yuri sobre nunca ficar despreparada e de nunca confiar em ninguém, levou o fraco a boca e aos poucos as feridas se puseram a fechar.

Ainda doíam, e muitas estavam ainda abertas e infeccionadas. Sandorana não sabia se era um sonho ruim ou se vivera todo aquele tempo imerso em uma farça. Mais lembrava de tudo agora. Talvez fosse por causa da situação ou os impactos dos tiros tivessem trago à tona a mesmas visões dos homens de khador atirando contra sua mãe e irmão, mais sandorana lembrava de cada detalhe horrível de sua infeliz vida.
Se pos a tratar as feridas nomeando para si cada um dos seus traidores, sabia o nome e patente de cada um e em um juramento de ódio proferiu que viveria cada dia para trazer a justiça, a sua justiça a todos os envolvidos, tanto em sua cruel morte quanto os de sua família, sentia que mesmo Yuri sendo o carrasco por trás do assassinato de sua família sentia no velho soldado khardoriano algo que não era ódio, sentia que ele o ajudara de coração e assim como sua morte a dele também não deveria ter sido muito diferente, sabia que após anos, muitos do governo souberam sua real condição e que era uma Cygnariana órfã, e que o capitão Yuri havia adotada a jovem como sua filha.

-Tal preço seria pago pela vida do capitão por ajudar uma infeliz garota? – pensou sandorana enquanto andava saindo de seu tumulo de renascimento.

Sandorana saiu de khador com planos de se manter morta para todos os efeitos, seria seu trunfo, e ainda hoje caminha pelos reinos com sua real missão oculta, matar todos do terceiro regimento e seus lideres militares.



Documento Mortis da tenente Sandorana.

Sandorana sabe que é uma missão muito difícil mais vê em seus novos aliados e amigos braços fortes e dedicados a tal tarefa, e fará de tudo para que sua missão seja comprida.


Desenho: PJ.Disouza

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