Contos Soltos: " Cães do Inferno "

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Contos Soltos: " Cães do Inferno "

Mensagem por (GM) PJ.Disouza em Sex Jun 19, 2009 4:40 pm

-A lenda dos Cães do Inferno -

-Capitão, eles estão vindo por esta parte do rio, - apontou um de meus soldados em direção ao braço do rio negro seguindo para parte sul, - Estão quase nos alcançando capitão, temos que...

-Maldito seja, não vê que estou ocupado? Vá reportar ao tenente. -A raiva era algo habitual no capitão Leland Northcliffe.

O regimento se encontrava em dificuldade e todos os soldados já estavam sem esperanças. Nosso capelão de guerra se encontrava duzentos metros mais a trás, estávamos emerso em um brejo de lama, o sangue escorria de seu corpo ferido, sua alma estava praticamente em Uncaen, dado que ele era o único sacerdote militar e o único que conhecia sobre os remendos melhor que qualquer um do regimento.

Tomei seu lugar como medico, e fui suturar uma enorme ferida de bala na tempora de um de meus batedores.

-Mas capitão..., não temos tempo! - insistiu o Tenente Sedgwic. - Se não fizermos algo agora...

-Capitão, capitão!- O homem que estava em meus braços cheio de sangue se sobre-saltou subitamente, prendendo seus braços em torno de meu pescoço.

- capitão, diga a minha irmã... Diga-lhe que... - Seu corpo foi ficando mole o soldado Havia morrido.

Cai ao solo, como umas crianças desesperadas sem ter a quem pedir auxilio, praguejei, reprimido uma maldição, forçando-me a manter uma pausa forçada para que pudesse respirar, enquanto o Tenente aos gritos me informava sobre nossa real situação. Levei minha cabeça por entre mãos por um momento, controlando minhas reflexões, o sangue do falecido escorria por sobre minha testa manchando minha face.

- tenente reúna os homens – disse ainda com minha cabeça por entre as mãos olhando fixo para o solo lamacento e agora tingido de vermelho.

Minha real opinião sobre isso tudo? Os oficiais do exercito real de Cygnar nunca levaram muito a serio os mebros das patrulhas do norte do bosque dos espinhos, de certa maneira éramos uma unidade simbólica formada para contra atacar pequenos agrupamentos de inimigos.

Éramos formados em sua maioria por soldados destacados e aventureiros que de certa forma queriam servir de uma forma mais ativa sua região natal. Ao final de tudo estávamos ali, um pequeno grupo encarregado a patrulhar a parte setentrional do bosque dos espinhos e seus limites fronteiriços.

Mais essa patrulha era algo mais, algo que não somente os olhos viam, se alguém tivesse levado em conta saberia que nossa rota seguia toda a extensão do rio negro que margeava o bosque dos espinhos.

Essa decisão fora tomada por nosso explorador chefe Rebald, o comandante da divisão de exploradores do exercito de cygnar. Rebald havia dito que havia boas razoes para reunir esta patrulha, a qual me deu o comando após meses de treinamento militar ao seu lado.

Depois de alguns meses havia mais ou menos duas dezenas de fuzileiros, só os melhores atiradores que existiam no regimento, em muitos anos de exercito não havia visto homens tão bem especializados em rifles como esses dez bravos.

Destacamos todos para uma unidade de francos atiradores, há quais meses depois dividimos e mandamos cada um para uma parte do reino, para missões especiais do exercito.

Rebald viu o que seu pedido de transferência para a floresta de Espinho fora aceito. Concluindo a formação do pelotão, em nossa comitiva havia uma dúzia de competentes batedores dentre eles um sobrevivente, um soldado primo meu, um funcionário experiente do governo (eu) e um sacerdote capelão (outro primo, agora morto).

Vi os rostos dos soldados coberto de sujeira e lama, a emboscada a qual havíamos caído havia desorganizado uma patrulha quase perfeita, a formação a qual Rebald havia nos ensinado era sem falhas, ou pelo menos pensávamos que fosse. Ainda avistava os olhos dos soldados emersos em uma desolação por termos sidos subjugados tão facilmente, mais ainda estávamos vivos e o combate não havia terminado.

Pedi para que se aproximassem todos, sabia que meus homens eram decididos e determinados, de todos os lados começaram a aparecer, rastejando por entre as pedras e a lama ainda forçando seus rifles para uma altura longe do charco, um a um todos estavam se aproximando de onde eu estava.

Encontrávamos-nos em um pequeno poço margeado pelo charco de lama que se juntava do braço do rio negro, a traz de uma grande rocha, que estava servindo de escudo contra os tiros disparados por nossos inimigos à frente.

Com olhos fixos aos meus, todos os soldados estavam sugando as informações que eu proferia, ordens, táticas, tudo era sugado por ouvidos atentos que em meio aos estampidos dos disparos inimigos não se abalavam.

A patrulha de mercenários estava em uma barcaça próxima à divisa do rio negro, caíram sobre nosso regimento como moscas no mel. Estávamos em menor numero e alguns feridos e dois dos nossos, haviam sido mortos pelo ataque surpresa de nossos novos inimigos.

- é chegada à hora homens, - falei mais corajosamente para que todos pudessem ver somente em mim a coragem que tentava transpassar aos soldados, - os mercenários estão prestes a atacar novamente, como estamos de munições?

Havíamos salvado todos os rifles e munições em nossa retirada, e a sua maneira cada um dos homens respondia que estavam preparados.

- gostaria de falar a todos vocês, cada um de vocês é o melhor soldado que já tive a honra de liderar, espero que não seja nossa ultima luta juntos, mais se tiver que ser, lutaremos juntos ate a morte!
– para mim, não foi fácil dizer aquelas palavras, todos os soldados ali eram ainda crianças comparados a minha experiência, jovens de não mais do que seus vinte cinco anos, muitos ali vi morrendo sobre o fogo cruzado, gritando e vomitando sangue.

Saímos de nosso pequeno refugio e um laço de união estava feito, mais forte que qualquer união capitão e infataria já foi visto um dia.

-"Quedáis seis", - Respondeu em código um dos batedores em minha direção, - Minha estimativa é que são três dúzias.

-Uma proporção que me agrada, - brincou com confiança, Londric wuren, um dos melhores francos atiradores do regimento de forte do meio, que se mantinha forte mesmo com uma bala alojada em seu ombro que nao parava de sangrar.

-"Quedais dois”, capitão! - respondeu Sedgwic. - Efetivamente, vinte homens em nossa direção senhor.

- Agora é o momento senhor podemos abatê-los antes de se darem conta que movemos para o charqueado,- o Tenente Cedric retrucou.

–vocês são alguns dos melhores soldados que Cygnar pode oferecer para preservar a verdadeira ordem a este Reino, se há alguém que poderia acertar uma mosca de pântano pairando sobre o nariz de um gobber a cem metros, esse alguém seriam vocês, e que os diabos me matem se não acertarem, pois eu já vi mais de uma vez todos vocês fazê-lo!


Levantei-me e fui supervisar o lugar. -estamos em boa posição, só precisamos de um ponto de mira Ben situado.

- Não permita que nem uns desses malditos passem por suas miras sem serem mortos, entendido?

Todos acentiram com um sorriso e um gesto de cabeça confirmando que haviam entendido as novas ordens da missão.

Rapidamente alguns começaram a escalar arvores outros se embrenhavam no mato enquanto outros se agachavam ali mesmos na lama e se cobriam deixando somente a mostra a ponta dos rifles e os olhos, todos estavam preparados, ao termino de um minuto todos já haviam desaparecidos da minha linha de visão.

- Sedgwic! - aproximei do jovem soldado que me servira de colteiro, era o mais rápido da infantaria e o mais silencioso, - seu trabalho será seguir o barco, quero saber para onde estão se dirigindo, encontre os e sobretudo não deixe que lhe vejam, se eles seguem para onde eu imagino que seja teremos inúmeros problemas.

-Sim capitão, mais para onde o senhor acha que eles seguem? – perguntou o jovem que já se mantinha a esgueirar-se por entre as folhagens da margem do rio.

-Para o porto West do Corvis. Esta não é uma navegação aleatória, mesmo para um exercício de missão de reconhecimento. Não tanto ao Sul.

Essa patrulha deve ser uma escolta ou algo do tipo e aposto cem coroas que são khardorianos, a paz esta condenada, se os kardorianos tramam algo o comandante Rebalde vai querer saber o que é, Enquanto iam ao Sul, por caminhos de passagem que só poderiam conhece alguém nascido e criado como um navegador.

Comecei a ouvir o som das espingardas dos meus homens através da floresta.


As probabilidades estavam contra meus homens por estarem em desvantagem numérica, mas estavam acatando todas as minhas ordens. Os mercenários khadoranos haviam nos surpreendidos antes, mas a última coisa que você deve permitir é que fuzileiro de Cygnar se agache, preparar sua arma e aguarde que seu alvo se ponha a andar em frente a sua mira, especialmente se o fuzileiro for um Cão do Inferno (não nos chamam de "Cães do Inferno" a troco de nada).

Essa foi à lição aprendida por tres dúzia de soldados Khardorianos mortos que cruzaram em nosso caminho.


- Leland Northcliffe, oficial Cygnarita da Patrulha do Norte, em missao na floresta do Espinho.

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